Quem Somos

Quem Somos

Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 1994 por um coletivo de educadores e educadoras vinculados ao movimento de educação popular latino americano. Sua missão é promover direitos educativos, culturais e da juventude. Por considerar a superação do racismo um desafio estruturante da democracia brasileira e da garantia do direito humano à educação de qualidade no país, a Ação Educativa adensou sua atuação ao longo dos últimos vinte anos e desenvolveu uma série de ações, em articulação com parceiros e parceiras. Dentre elas, destacam-se:

  • O concurso de fomento à pesquisa Negro e Educação, promovido por Ação Educativa, Fundação Ford e Anped, entre 1999 e 2006;
  • a consulta sobre relações étnico-raciais na escola (2007), desenvolvida por Ação Educativa em parceria com as entidades do movimento negro Ceert e Ceafro e com o núcleo de gênero e raça da Prefeitura de Belo Horizonte nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Salvador;
  • o projeto Educação e Relações Raciais: apostando na participação da comunidade escolar, junto a escolas públicas de São Paulo, que resultou em uma coleção de materiais que será distribuída nacionalmente para escolas de todo o país no primeiro semestre de 2014, com apoio do Unicef, Seppir e Secad/MEC. A elaboração dos materiais foi viabilizada graças ao edital público da linha de micro projetos em direitos humanos no Brasil da Comissão Europeia;
  • a publicação Para entender o Negro no Brasil de Hoje, de autoria dos professores Kabengele Munanga e Nilma Gomes, organizada em 2004 por Ação Educativa e Editora Global;
  • a articulação estratégica entre Ação Educativa, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, UFSCAr e outras entidades e pesquisadores em defesa das ações afirmativas no ensino superior no ciclo de audiências públicas do Supremo Tribunal Federal que discutiu a matéria em maio de 2010, com o apoio da Fundação Ford;
  • a participação no Grupo de Trabalho Interministerial que elaborou proposta do Plano Nacional de Implementação da Lei n. 10.639/2003, lançado pelo governo federal em maio de 2010. Junto com o Núcleo de Estudo Afro-brasileiros da UFSCAr e Unesco, Ação Educativa integrou o grupo de redação do GT que elaborou texto preliminar que foi submetido a 700 ativistas e pesquisadores do país em seis encontros regionais promovidos pelo MEC durante 2009;
  • a participação como instituição formadora do consórcio A Cor da Cultura, promovido pela Fundação Roberto Marinho, em articulação com organizações do movimento negro. Em parceria com Geledés Instituto da Mulher Negra, foram desenvolvidos em 2010 e 2011 processos de formação de educadores e educadoras do Mato Grosso e Amazonas. Nos anos 2013-2014 a instituição está participando da terceira edição do projeto A cor da cultura, por meio do qual realizou formação de profissionais da educação nos estados do Pará, Maranhão e Rio Grande do Sul, em parceria com o Geledés;
  • o desenvolvimento da pesquisa Gênero e Raça nas políticas de Educação de Jovens e Adultos que integra pesquisa nacional sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil, desenvolvida por Ação Educativa com apoio de edital público Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira);
  • a realização de missões da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, da Plataforma DHESCA, referentes ao tema educação e racismo no Brasil, do mandato 2010-2012, desenvolvida pela ex-Relatora Nacional, Denise Carreira, coordenadora da área de educação da Ação Educativa, e assessora da Relatoria, Suelaine Carneiro, coordenadora de educação do Instituto Geledés. A partir da problemática do racismo, as missões abordaram a intolerância religiosa nas escolas públicas, a educação quilombola e o racismo no cotidiano escolar;
  • a apresentação ao Congresso Nacional e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, em 2011, do Informe Brasil – Gênero e Educação, elaborado por Ação Educativa, como parte do esforço de pesquisa promovido pelo Cladem (Comitê Latino Americano pela Defesa dos Direitos da Mulher) em todo continente latino americano. O Informe foi atualizado e relançado em novembro de 2013. Entre os destaques do Informe, constam: as grandes desigualdades raciais entre mulheres que marcam a educação brasileira, a exclusão sistemática de meninos e jovens negros da escolarização e o crescimento da influência de grupos religiosos conservadores em escolas públicas;
  • elaboração e apresentação, em parceria com Relatoria, Cladem (Comitê Latino-americano em Defesa dos Direitos das Mulheres), Ecos, Conectas e Geledés, de Amicus Curiae (2012) em defesa da laicidade na educação pública e contra o ensino religioso confessional e o Acordo Brasil-Santa Sé (2009), petição vinculada à Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.439, com apoio da Fundação Ford.