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Danças Brasileiras / CIRANDA

“Cirandeiro, ó meu cirandeiro.Toque essa ciranda que eu quero dançar primeiro.”
Ciranda de Ana Maria Carvalho, fundadora do Grupo CUPUAÇÚ.

Não se sabe ao certo a origem da ciranda. A maioria dos pesquisadores acreditam que a dança surgiu na Europa (em Portugal mais precisamente). Já outros historiadores acreditam que ela se originou a partir dos pescadores brasileiros que observando o balançar das ondas criaram um folguedo tentando imitar esses movimentos. Nas pesquisas realizadas sobre esse folguedo, verifica-se que seu surgimento no Brasil ocorreu, simultaneamente, tanto na zona litorânea de Pernambuco quanto em certas áreas, mais interioranas, da Zona da Mata Norte. Nos primórdios, o ambiente de apresentação restringia-se aos locais populares como as beiras de praia, os terreiros de bodega, pontas de rua, etc. Seus participantes eram basicamente trabalhadores rurais, pescadores, operários de construção, biscateiros, entre outros.

Caracteriza-se pela formação de uma grande roda, geralmente nas praias ou praças, onde os integrantes dançam ao som de ritmo lento e repetido. O ritmo, quaternário composto, lento, com o compasso bem marcado por um toque forte do zabumba (ou bumbo), e acompanhado pelo tarol, o ganzá, o maracá, é coreografado pelo movimento dos cirandeiros. São utilizados basicamente instrumentos de percussão.

O grupo CUPUAÇU realiza cirandas em quase todas suas apresentações, sempre como o momento da participação do público, por ser uma dança simples e envolvente na qual todos participam sem dificuldades, homens, mulheres e crianças, de mãos dadas celebrando a união.